terça-feira, 17 de maio de 2011

Oxum Apará Vinga-se de Oyá

Oxum vivia no palácio em Ijimu, passava os dias no seu quarto olhando-se em seus espelhos, eram conchas polidas onde apreciava sua linda imagem. Todo o povo sabia que Oxum era a mais bela das mulheres. Um dia porém, Oxum saiu do quarto e deixou a porta aberta, sua irmã Oyá entrou no aposento, extasiou-se com aquele monte de espelhos, viu-se neles. As conchas fizeram espantosa revelação à Oyá, ela era linda! A mais bela! A mais bonita de todas as mulheres! Oyá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum, e então encantou-se, mas também se assustou: ela era mais bonita que Oxum, a Bela. Ficou tão feliz que contou sua descoberta a todo mundo, e Oxum Apará remoeu amarga inveja, já não era a mais bonita das mulheres, então planejou sua vingança. Um dia foi à casa de Egungun e lhe roubou o espelho. Era um espelho que só mostra a morte e a imagem horrível de tudo o que é feio. Pôs o espelho do Espectro no quarto de Oyá e esperou, quando ela entrou no quarto, deu-se conta do objeto, Oxum trancou a irmã pelo lado de fora do quarto. Oyá olhou no espelho e se desesperou. Tentou fugir, mas foi impossível, estava presa com sua terrível imagem, correu pelo quarto em desespero, atirou-se no chão, bateu a cabeça nas paredes, não conseguiu escapar nem do quarto nem da visão tenebrosa da feiúra. Oyá enlouqueceu e acabou morrendo. Obatalá, que a tudo assistia, repreendeu Apará e transformou Oyá em Orixá. Decidiu que a imagem de Oyá nunca seria esquecida por Oxum. Obatalá condenou Apará a se vestir para sempre com as cores usadas por Oiá, levando nas jóias e nas armas de guerreira o mesmo metal usado pela irmã.

Recomeçar

Sempre é tempo de recomeçar.
Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos. 
Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.
Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.
Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado.
Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel.
Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo.
Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.
Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...
O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.
Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino. O destino é a vitória, é ser feliz, eu creio nisso, e você?
Você está pronto para recomeçar?
O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz à verdadeira liberdade.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Haverá Sempre Alguém

Haverá sempre alguém pronto para te levantar, quando você estiver caído.
Haverá sempre alguém confiando em você, quando tudo parecer perdido.
Haverá sempre alguém disposto a dar a vida, mesmo se a morte te faz temer.
Haverá sempre alguém orando e intercedendo por você.
Haverá sempre alguém caminhando ainda que a estrada seja estreita e cheia de espinhos.
Haverá sempre alguém sonhando com a paz mundial, ainda que cessem as negociações de paz.
Haverá sempre alguém testemunhando Jesus, mesmo se houver obstáculos para isso.
Haverá sempre alguém fazendo alguma coisa por você.

Haverá sempre alguém!

Ilustração: Cláudia Krindges

Odé Revela o Segredo de Otim

Oquê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 4 seios e chamava-se Otim. O rei Oquê amava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Oquê, e também o de Otim. Quando ela cresceu, o rei aconselho-a a nunca casar-se, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, ela viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado.

Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela. Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém . O caçador concordou, e impôs também sua condição: Otim jamais deveria colocar mel na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó. Por muitos anos os dois viveram harmoniosamente. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas a invejavam muito, tinham muito ciúmes. Um dia reuniram-se e tramaram contra Otim. Era o dia dela cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador.

Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: "Tu com teus quatro seios, parece uma vaca, como ousaste  quebrar meu tabu?" A novidade espalhou-se pela cidade como vento.

Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos. Ela então fugiu de casa e deixou a cidade do marido. Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai. O velho rei a confortou, mas ele sabia que a notícia chegaria também à sua cidade. Em desespero, Otim fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformu-se num rio, e   correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha.

Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim. Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso. Oquê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã. Odé, o caçador, nunca esqueceu de sua mulher.

Oxum Inicia o Primeiro Ser Humano

Oxum recebeu de Obatalá, a ordem de iniciar o primeiro ser humano no culto aos Orixás. Conta um itan do Odu Oxefun, que certo dia, havendo selecionado entre muitos, aquele que viria a ser o primeiro iniciado, Oxum tratou de seguir as orientações fornecidas pelo grande Orixá Funfun, contando para isto com o auxílio de Bará e Ossanha, além das orientações de Oromilaia.
Todos os preceitos foram seguidos à risca e era Oxalá Oromilaia, através da consulta ao oráculo, quem traduzia as orientações emanadas de Obatalá.
Ao fim da cerimônia, verificou-se uma total mudança na personalidade do iniciado que, de pessoa comum, transformou-se num ser excepcional, dotado de profundo sentimento religioso e plena dedicação ao culto para o qual havia sido preparado.
Diante deste fato, Oxum percebendo que jamais seria possível a obtenção de um ser humano de tantas qualidades, intercedeu junto ao Grande Orixá para que o sacerdote fosse poupado do toque de Ikú (a morte).
Obatalá em sua imensa sabedoria, não querendo interferir na lei natural que determina que todos os seres vivos devem um dia ser entregues aos cuidados de Ikú, admitiu a possibilidade de eternizar, apenas simbolicamente, aquele a quem foi confiada a propagação de sua própria religião e desta forma, ordenou que sobre sua cabeça fosse colocado o oxú, transformando-o imediatamente, numa ave a que deu o nome de Etú (galinha d'Angola) .

Origem do Nome de Iansã

Uma indicação da origem do nome de Iansã nos é dada pela lenda da criação da roupa de Egúngún por Oyá. Roupas sob a quais, em certas circunstâncias, os mortos de uma família voltam à Terra afim de saudar seus descendentes. Oyá é o único Orixá capaz de enfrentar e dominar os Egúngúns. Oyá lamentava-se de não ter filhos. Esta triste situação era consequência da ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora a carne de cabra lhe fosse recomendada, ela comia a de carneiro. Então Oyá consultou-se com um babalaô, que lhe revelou seu erro, aconselhando-a a fazer oferendas, entre as quais deveria ter um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egúngúns. Tendo cumprido essa obrigação, Oyá tornou-se mãe de nove crianças, o que se exprime em iorubá pela frase: "Ìyá ommo mésàn", origem de seu nome, Iansã.

sábado, 14 de maio de 2011

Receita de Beleza Interior


Para que se encaixar em padrões?
Você é um ser único, inigualável, portanto apaixone-se por suas qualidades!!!
Gostar de si mesmo, valorizar-se, aceitar-se como é, sentir a liberdade de pensar como quiser e ser sempre feliz - da sua maneira, saboreando intensamente cada dia, com todas as suas variações...
Agradecer pela vida abundante e inclusive pela idade (seja ela qual for) que faz com que você fique melhor, mais aprimorado e sábio enquanto caminha pela estrada do tempo.
Mais do que qualquer creme ou ginástica, é o exercício da beleza interior que conta.
Ter a sutileza de agradecer ao Sol pelo raiar de um novo dia e sentir no coração que durante a alvorada, em algum lugar, os anjos se reúnem para orar pela humanidade.
Ter a consciência de que a mãe-terra nos suporta com seu solo e nos alimenta com sua fartura.
Ter o orgulho de todas as experiências vividas, afinal, foram elas que trouxeram o ensinamento que precisávamos.
Na atualidade, quando se cultua tanto o aspecto físico, a perfeição do rosto, por que não reverenciar também o espírito, a perfeição da alma?
Quando nos sentimos em Paz conosco, essa serenidade interior transparece no olhar, nas atitudes, e nosso semblante transmite esse estado de espírito, nossa energia irradia Felicidade serena.
Quando estamos apaixonados a nossa energia também se transforma, impulsionando esse Amor para além de nossos próprios limites, trazendo brilho aos olhos e o sorriso solto nos lábios.
O segredo da beleza interior é esse, estar em paz consigo e amando muuuuito, a tudo e a todos...
Amar a vida, a si mesmo, os amigos, os desconhecidos, a natureza, as coisas que nos rodeiam.
E diariamente nutrir-se de sentimentos bons, de agradecimentos pela dádiva da vida. E ao término de cada dia, alinhavar novos sonhos, novas esperanças para o dia seguinte.
A pessoa sem amor, apática, sem vivacidade, acaba tornando-se um lago abandonado que se transforma dia a dia num charco de detritos, falta oxigênio (vida, inspiração) para purificar e fazer fluir a água parada.
A atitude, o movimento contínuo, esse é o cosmético principal da beleza interior.
A ação solta, livre de impedimentos, centrada no seu melhor, no respeito e amor por si próprio e pelos demais irá fazer a transformação interior que em pouco tempo transparecerá em seu rosto, mostrando ao mundo toda a sua individualidade e beleza.
Assim, a beleza interior necessita de 4 produtos que devem ser de uso diário:
- O demaquilante do conhecimento de nós mesmos, aquilo que realmente somos, sem máscaras,
- O tônico da aceitação de nós mesmos, apreciando e valorizando as qualidades e encarando também os defeitos,
- A utilização do esfoliante da liberdade de escolha do caminho que nossa alma quer trilhar (e que desse modo sempre nos trará felicidade) e por fim
- O hidratante do controle da própria vida, do poder individual que nutre a pele seca e cansada (reflexo da necessidade de agradar o outro, da obrigação de aceitar pessoas e situações que nos prejudicam), devolvendo a elasticidade e o brilho de poder guardar no cofre da alma somente aqueles que nos querem bem e com os quais sentimos afinidade e prazer em compartilhar a vida!!!
Texto da terapeuta holística Mirhyam Conde Canto 
www.mirhyamcanto.blogspot.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Criação do Mundo


Orinxalá ou Obatalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro a ser criado por Olodumaré, o deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.

Oxalá foi encarregado por Olodumaré de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olodumaré entregou-lhe o "saco da criação". O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros Orixás. Uma história de Ifá nos conta como, em razão de seu caráter altivo, ele se recusou a fazer alguns sacrifícios e oferendas a Bará antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.

Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Bará, que entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Bará descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Olófin Odùduà, criado por Olodumaré depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olodumaré para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olodumaré exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odùduà! Vá criar o mundo!". Odùduà saiu assim do Além e se encontrou diante de uma extensão ilimitada de água. Deixou cair a substância marrom contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Ali, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas. Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odùduà lá se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás, e tornou-se assim o rei da terra.

Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olodumaré. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os Orixás funfun, ou "orixás brancos", de beber vinho de palma e mesmo usar azeite de dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olodumaré, insuflaria a vida.

Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alámòrere, o "proprietário da boa argila". Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformadas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Orixalá.

Mais tarde, quando Orixalá e Odùduà reencontraram-se, eles discutiram e se bateram com furor. A lembrança dessas discórdias é conservadas nas histórias de Ifá. As relações tempestuosas entre divindades podem ser consideradas como transposição ao domínio religioso de fatos históricos antigos. A rivalidade entre os deuses dessas lendas seria fabulação de fatos mais ou menos reais, concernentes à fundação da cidade de Ifé, tida como o "berço da civilização iorubá e do resto do mundo".

Yemanjá Retorna a Òkun

Yemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao Oeste. Outrora, Olóòkun lhe havia dado, por medida de precaução uma garrafa contendo um preparado, pois "não se sabe jamais o que pode acontecer amanhã", com a recomendação de quebrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim, Yemanjá foi instalar-se no "Entardecer da Terra", o Oeste. Olofin Oduduà, rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Yemanjá, ao invés de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Òkun lugar de residência de Olóòkun.

Instabilidade no Blogger

Olá pessoal!!! Devido a uma instabilidade no Blogger, que hospeda este blog, que se arrastava há mais ou menos 3 dias, ontem tive 13 posts deletados. Então peço desculpas aos leitores que entraram e não encontraram nada novo. Eu havia postado, mas deletaram os posts, de qualquer forma eu postei novamente todos os tópicos. Procuro postar material todos os dias. Aproveito para pedir que deixem sugestões, pedidos de matérias que vocês gostariam de ler aqui e críticas também são bem vindas. Sintam-se a vontade para deixar comentários e sigam o blog. Abraços e muito axé a todos.